16 de set. de 2009

Arte e deficiência


Semana passada fui em uma palestra na Universidade de Palermo sobre arte e deficiencia onde varias pessoas de instituições que trabalham com isso contaram como é possível trasnformar a vida das pessoas com deficiência através da arte. Tivemos vários exemplos como por exemplo um integrante da Sinfônica de Cegos de Buenos Aires, única no mundo composta apenas por artistas cegos, contando como se orgulha de poder viver da música como qualquer outra pessoa com talento e paixão. Além disso, o diretor do Centro Argentino de Teatro Cego, outra novidade, já que propões que o público vivencie obras de teatro e de música na total escuridão, aguçando outros sentidos que temos, muito interessante.
Depois a diretora da fundação Discar, uma fundação que trabalha com diversas crianças e jovens com deficiência através de oficinas de teatro, dança, gastronomia e inclusivo os prepara para inclusão no mercado de trabalho com convênios com algumas empresas.
Dessa fundação saiu a atriz Alejandra que faz a personagem que dá nome a este filme da foto: Anita. O filme conta a história de uma menina com sindrome de down que após um atentado sofrido em uma instituição chamada Amia (mais infos no final do post), sem saber o que aconteceu se perde na cidade.
Uma história sensível e interpretada de maneira maravilhosa pela guria. Junto com a diretora da fundação estava a produtora do filme e foi muito emocionante os depoimentos que deram sobre a experiência de trabalhar com Alejandra e de que maneira ela evoloui como atriz e cativou a todos no set de filmagem.
Deixo aqui os links dos lugares que falei se interessar a alguém:

http://presencias.net/indpdm.html?http://presencias.net/gente/ci00801.html
http://teatrociego.org/

10 de set. de 2009

Máfias da morte

Até que ponto vai a ganância do ser humano? Sempre me pergunto isso quando descobrem casos absurdos como foi o caso das pílulas de farinha aí no Brasil, lembram?
Pois semana passado algo muito pior surgiu na mídia aqui em Buenos Aires, também uma máfia de medicamentos, mas ao invés de resultar em novas vidas como foi o caso das grávidas das pílulas de farinha, ocorreu o oposto causando a morte de várias pessoas.
Uma grande farmácia  fornecia ao ministério da saúde, medicamentos para Câncer e Aids, alterados e vencidos para ganhar assim mais dinheiro com a venda dos mesmos. Além disso, se investiga a relação dessa máfia com outros crimes como o assasinato de três farmaceuticos ano passado e ainda a vinculação de sindicatos de trabalhadores que também recebiam esses medicamentos nas respectivas obras sociais (planos de saúde oferecido aos trabalhadores).
O assunto certamente é muito mais complexo do que descrevi aqui, mas apenas gostaria de deixar registrado minha perplexidade em relação ao ocorrido e pergunto: onde vamos chegar, se esse tipo de pessoa se vale da saúde e da vida de outros para ganhar dinheiro?

Pra quem entende um pouco de espanhol, deixo aqui uma página do jornal La Nación, que mostra um vídeo rápido que nos da uma idéia das muitas coisas envolvidas nessa máfia: www.lanacion.com.ar/nota.asp?nota_id=1172824 .

7 de set. de 2009

A velha rivalidade

Sempre se falou da rivalidade Brasil e Argentina em muitos aspectos e principalmente no futebol. Pois um jogo que normalmente para mim não teria muita importância, teve outro gosto pelo fato de eu estar morando aqui.
Pude perceber o quanto esse clássico é importante para a população daqui, notícias na tv toda hora, imagens da seleção rezando ( e nem assim adiantou, hehe), enfim a mobilização do povo pra tal partida.
Nos reunimos na casa de brasileiras para ver o jogo, mas todas nacionalidades eram bem vindas.
A foto mostra um pouco da galera que tava lá e foi muito divertido ter argentinos e brasileiros torcendo juntos. Claro que eles ficaram un tanto decepcionados, mas no final, apesar das diferenças fomos todos fazer festa juntos, isso que importa!

3 de set. de 2009

Política

Uma das coisas que admirei desde o começo no povo argentino é sua capacidade de discutir política. Em qualquer idade e qualquer classe social é um hábito comum, digamos. Já tive várias experiências interessantes no meu dia a dia por aqui, como um dia em que estava passando na televisão o encontro com presidentes de toda américa latina, onde o assunto principal no momento era o problemas das Farc na Colômbia. Eu na minha ignorância política (sim admito que não sou uma pessoa politizada, apesar de ter algumas opiniões), fique impressionada ao escutar a opinião de Adela, senhora que limpa a casa, e que sabia exatamente tudo o que acontecia nos países, não somente Argentina, e tinha um opinião muito forte a respeito do assunto. Não quero aqui parecer preconceituosa, mas realmente não é comum que se encontre gente de camadas mais simples da sociedade e jovens com tanto esclarecimento sobre o tema, ao menos no Brasil.
Digo jovens porque ontem passou outra coisa interessante, fui com umas amigas a um bar onde começamos a conversar com alguns guris argentinos, todos jovens como nós. Fiquei surpresa com o tema que logo no inicio da conversa surgiu: política. Querem saber qual nossa opinião sobre o governo do Lula, sobre a Argentina e aí descubro que realmente não estamos acostumados a pensar na política, pelo contrário, a maioria simplesmente se abstém.
Por ter essa capacidade, o povo argentino se acostumou desde sempre a fazer manifestaçoes para revindicar seus direitos e assim conquistou muitas coisas que certamente não tivessem mudado se não fosse sua força de vontade.

2 de set. de 2009

Tava aprendendo como se coloca vídeos no blog e como teste usei este que gosto demais! Aproveitem a música do filme Footlose!

1 de set. de 2009

Padrões


Desde que voltei algumas coisas me fizeram repensar os padrões que todos temos na nossa vida. Isso é uma coisa tri comum que mesmo sem nos darmos conta, acaba influenciando nas nossas decisões diárias.

Com nossos padrões passamos parte de nossa vida idealizando coisas e as vezes não percebemos que o ideal é o contrário do que imaginávamos.

Assim é com um trabalho, com uma comida, com músicas e principalmente com pessoas. Por seguir nossos padrões, as vezes deixamos de provar coisas novas e interessantes, ou até mesmo de conhecer aquela pessoa que parece tão diferente e estranha a primeira vista, mas que por dentro é maravilhosa.

O recado que quero deixar é: vamos abir nossa cabeça pra coisas novas, "fora dos padrões". Uma comida exótica, um música que nunca ouvimos...parece muito dificil mas depois que rompemos com as barreiras iniciais é muito divertido!

31 de ago. de 2009

Me redescobrindo no Brasil...

Pessoal tanta coisa aconteceu nos ultimos tempos que fiquei afastada do blog. Queria escrever um texto legal quando fui pela primeira vez pra POA em junho e aqui publico o trecho pra provar que começei mas desisti no meio do caminho:

Redescobrindo o Brasil

Depois de 3 meses morando em Buenos Aires fiz minha primeira visita ao Brasil e o sentimento antes da ida era um mix de saudades e medo. Medo de voltar e sofrer mais ainda do que a primeira vez, já que agora nem tudo é
“novo” e emocionante como antes.
Foram 12 dias em que percebi que sinto sim muita falta da minha família e amigos, mas que também comecei a perceber coisas que Buenos Aires tem a oferecer que aqui não existem...mesmo assim a hora de voltar foi muito difícil.
Comecei a sofrer antes da hora, mas ao mesmo tempo comecei a pensar nas coisas boas que tenho aqui, amizades novas, meu curso, uma cidade cheia de oportunidades e coisas ainda por descobrir. Sei que os primeiros dias serão difíceis, uma nova adaptação, mas vale a pena pois tudo é um aprendizado.

Sim isso tudo é verdade, mas algumas coisa mudaram depois da minha segunda ida pra lá, apenas duas semanas depois que tinha chegado aqui. A gripe A e as férias adiantadas "me obrigaram" a voltar pra lá e dessa vez por mais tempo: fiquei quase 1 mês entre POA e Santa Cruz (casa do meu pai).
Apesar de ser cansativo ir e voltar assim, muitas coisas foram melhores na segunda ida: minha irmã tava de férias e aproveitamos muito e fizemos várias coisas juntas (bem mais do que no fim de semana que tinha visto ela da outra vez), fiquei 10 dias na casa do meu pai e colocamos em dia nossas conversas sobre meus aprendizados no pós e na minha nova vida, curti como nunca minha mãe, sua companhia e sua comidinha, hehe.
Agora mudo o título porque nesse mês que passei lá mudei muito minha visão dessa experiência que to tendo por aqui. Comecei a sentir falta da cidade e da minha "rotina" que descobri que sim, já existe: faço minha comida, arrumo meu quarto, estudo, saio com as gurias, enfim já tenho uma vida aqui. Estes pensamentos fizeram com que eu voltasse com a cabeça mais aberta, mais animada, com mais gana de estudar e aproveitar o máximo tudo por aqui e já senti os resultados dessa nova forma de encarar a vida, afinal quando se relaxa as coisas acontecem, tudo ao seu tempo!