11 de mai de 2009

Encuentro

Já que falava da televisão no último post escrevo pra dizer que também existem coisas boas por aqui.
Hoje assisti uma palestra com o diretor do canal de televisão Encuentro, um canal criado pelo ministério da educação nacional em 2005, e que tem como objetivo transmitir programas educativos e culturais, algo como o Canal Futura aí do Brasil.
Assim como o Futura o canal está a princípio na televisão a cabo e em alguns horários no canal 7, a televisão pública daqui. Pra variar estão enfrentando uma enorme burocracia para conseguir se transformar em um canal aberto, para todos realmente.
A programação é fantástica, agora mesmo enquanto escrevo, escuto uma entrevista de Salvador Dali gravada a muitos anos. Além disso apresentam programas sobre música, história, literatura, ciência, filosofia e muitos outros.
Realizam um trabalho intenso com escolas fornecedo DVD dos programas e oferecendo todos os programas na internet.
Infelizmente o problema do conteúdo da televisão não é exclusivo daqui, mas vale ressaltar que de vez em quando aparecem projetos como esses, uma opção inteligente.
Paa quem possa interessar: http://www.encuentro.gov.ar/home.aspx.

7 de mai de 2009

"Los amores y los miedos no se pueden explicar"

China Zorilla - Atriz argentina nascida no Uruguai

Muros

Tudo começou quando 33 vizinhos de um partido (uma das tantas divisões que existem aqui na Argentina) chamado San Isidro solicitaram para seu intendente (cargo político onde a pessoa é responsavel por certa área geográfica) a contrução de um muro para separá-los do outro partido vizinho chamado San Fernando, alegando que estavam sofrendo com a isnegurança e assim teriam mais tranquilidade.
O pior de tudo é que o tal itendente aceitou a idéia e iniciou a construção do tal muro dizendo que sua função era defender os vizinhos de San Isidro. Após uma série de manifestações dos moradores de San Fernando e uma declaração da presidenta dizendo que isso seria uma "medida separatista" o moço desistiu da idéia.
Esse assunto foi o ponto de partida de um programa de televisão daqui (um dos poucos interessantes da televisão) que falava sobre este muro e os outros tantos muros simbólicos que dividem a sociedade Argentina mas que são validos para qualquer uma, como por exemplo a falta de ônibus em alguns bairros da cidade de Buenos Aires.
A grande discussão foi que o uso do aparato real (muro) na divisão das duas localidades mostrava o fracasso do Estado que ao invés de buscar a integração dos moradores, oferecendo politicas públicas iguais aos dois partidos, acreditou que a solução estava na fragmentação.
No fim das contas venceu o poder de manifestação e crítica políitca tão característica da sociedade argentina, afinal os moradores apenas queriam mostrar a todos: "somos iguales".